sexta-feira, novembro 10

A Ex finge

E' teu desequilibrio que me compele a sorrir. Cada gesto tresloucado a cada 3 horas do dia abenc,oa meu te'dio infernal. Entendo ser inferno o que te condoa, mas vejo anjinhos com cabelo de macarrao possuir tua a'urea irrequieta. Ama'vel, ama'vel. Jamais se afaste de mim, pois tua dor me diverte e excita. Sim, sim! Como agora em que minhas pernas balanc,am nervosas num automatismo relaxante e ao mesmo tempo tenso. Penso que nada em ti me sobrecarrega, e's leve feito pluma e quando se apruma nao tem jeito: comec,o a chorar de rir. Verdade, parece aqueles beijos de novela em que a mocinha deixa escorrer a lagrima, porem se alegra e a imagem congela. E's previsivel, te decifro sem que me pec,as com teus olhos de cachorro tolo. Canto de boca aborrecido, covinhas, degelo. Pregas cada pec,a sem pe' nem cabec,a, mesmo assim eu te devoro. Sei, nao esta's entendendo. Eu tampouco! E' a cabec,a trabalhando enquanto fico no o'cio sem ti, so' com o teu retrato imagina'rio na parede, na tela, na cabeceira. Tua vida, tua vinda deixou de existir, a minha segue sortuda, serena. Nao compreendo ainda porque preferistes aquela morena, nao a mulher, mas a existencia. Marrom, empretecida. Teus vasos sanguineos julgam ser sanitarios. Agora estas so', eis meu modo nada solida'rio de dizer. E eu nao ligo: apaguei todos os numeros do teu... Deletei todos os numeros do telefone!

2 comentários:

Rogério Kreidlow disse...

É... tem uma candura nervosa este textopoema. Leio Borges, no momento. A aridez fria de alguns resquícios mais sulinos de sua alma me fazem companhia. O login de entrada do laptop ainda guarda uma de nossas imagens, também. É tudo tão recente... But... esta vida morena, empretecida que seja, pouca e louca, tem charcos de mijo onde nascem flores. Um beijo.

Pal, a voz silente disse...

Finjo o tédio, não o gozo. Se eu fosse Pessoa, talvez o marasmo viesse do Tejo. Mas o meu rio escorre por outras beiras e não está mijado, a água se renova, o sangue se restaura, vira jóia, vira rubi. O Poeta é fingidor, inventa a dor para que o outro de lá possa também sorrir!