terça-feira, junho 26

De olho no furacão por dentro




Nunca aprendi andar a sós pelas mesmas ruas. Ciente do perigo e desprecavida, como se eu estivesse envolta por uma áurea de proteção boa. Fico feliz e receando amar um cara que nem soube daonde ao certo viemos. (E quem sabe?) Ele estava a meu lado agora há pouco, não está mais. Deve ter descoberto as minhas falcatruas cruas de menininha solitária solta em grau poente. É que ama a outra, a mais velha, a mais difícil, a mais distante, a mais sofrida. Tenho pena dela, logo eu, a intrometida nestes assuntos de colher. Você, bichana, deveria cuidar melhor do seu gato, dar devida atenção a ele. Odeio essa expressão de sete vidas, mas quis usá-la no seu linguajar maduro de mãe festeira. Maldita hora quando alguém ler isso e servir a carapuça, vai perceber o meu ciúme humano, que ligo mais para ele do que tu. Suporta? Ria. De portas na cara jamais estive cheia, bato antes, tarde, nunca. E ele me disse que irei traí-lo logo cedo, prevendo mancadas. Trabalhamos juntos um perigo chamado Arte via computadores e afins. Mesclamos a vida real com o sonho mal dormido e as ressacas de manhã. Devo ter sido bloqueada no MSN, como já fiz a tantos muitos. Eis minha recompensa no virtual indesejado. Histerismo Junguiano, Yin Yang em rotatória máxima, anti-horária, virando cor cinza. Assim vira ampulheta amputada... Um dia cessa de sangrar. Ah! E falando em vermelho, ele ainda quer que eu me encha de batom e saia a borrar o espelho meu com beijos, quer que eu vire uma palhaça por amor a mim. Precisaria disso? Dessas metáforas? Ai, nossa, já estou farta de poetas, estetas espetaculares. Ó Ó Ó!

Um comentário:

Tarco Zan disse...

Oh my dear... this is for you:

Jogo

Cara ou coroa?
Deus ou o demônio
O amor ou o abandono
Atividade ou solidão
Abre-se a mão, coroa
Deus e o demônio
O amor e o abandono
Atividade e solidão.

My whispering: that's all.