sábado, fevereiro 16

ZERO

Tantas águas rolaram que eu me sinto sem fonte. Esgotada tipo esgoto a céu aberto, e o céu aberto descamisado. Frio! Nojo batendo no peito! Vou brincar de cair no poço, esboçar um eco. Hoje aniversário meu, mais perto do ocaso. Encontrei o passado bem próximo, recebi visitas inesperadas. Umas me cansaram os nervos, outras me deixaram tremulosa, colhendo verdades nas pupilas do poeta. Sinto tanto sono, mas não posso dormir até extirpar desequilíbrios contigo, senhora máquina. É, porque eles não me ouvem. Os meus amigos certos são eu e uns irmãos que fazem música. Só. Sou. Devem ser anjos, não deveriam existir nesse mundo caudaloso e selvagem. Os caras não te olham mais na cara. Os rostos não se batem mais nos beijos... Eu queria sede. Porque já tenho sombra. Sossobra o entusiasmo quando sem ela ando. Uma morta fechada. Abro a janela quando o sol contamina. De ouro nem sou menina. Escrevo bobagem.

Um comentário:

surrealismodoacaso disse...

Olá! Então esse é um exemplo de proesia? Gostei pra caramba!