segunda-feira, novembro 30

Personal computer

Semana passada me veio a idéia de migrar o PC da sala para o meu quarto. Isto porque compartilhava o computador com meu irmão, mas hoje ele mal pára em casa, além de possuir o próprio Laptop. Mesmo com alguns contras a mais do que prós, esta manhã, um técnico em informática fez as devidas adaptações entre cabos e conectividade. É certo que minha alcova parece mais uma estufa por tanto calor, que tenho meus repentes insones e que não parece tão convidativo à saúde, haja vista muita informação com os atrativos aliados: televisão, som, livros. Isso me vampiriza, suga minha energia mental de certa forma, contudo broto mais em criação. E essencialmente por quê? Respondo convicta: pri-va-ci-da-de!


Também é confortável assistir às séries e aos filmes favoritos bem à vontade em minha cama. E mais, outro grande fator positivo descoberto além desse abraço audiovisual no meu espaço foi a remexida que dei em minhas coisas. Parecia tudo parado, energeticamente carregado, pela poeira armazenada em cantos invisíveis, por tantos papéis sem utilidade há tempos guardados. As pontas dos dedos ficaram pretas de tanto rasgar lixo, a organizar pastas, gavetas, escritos. Revisitei muito o passado ao encontrar cartas, poemas, provas da faculdade, fanzines, fotos, colagens... Tenho essa mania de preservar lembranças em forma de ingressos de cinema e teatro, panfletos, cartazes de shows, bilhetinhos trocados nos tempo de colégio, dentre outros tantos pedaços que me ajudaram a montar esse mosaico do que sou hoje.


Com o ambiente inspirador assim, não duvido que venham brotar novas nuanças de mim devassando as horas. Com a habilidade criativa das mãos, a intenção agora é quase espiritual: substituir pilhas de rabiscos em folhas por mais palavras, cores e sons no ESPAÇO CYBERAL!

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