quinta-feira, fevereiro 11

Era de qualquer maneira



Hoje foi dia de estrangular o tédio tomando uma condução às seis horas da tarde até o Centro Cultural Banco do Nordeste. Um cantor, bom compositor da terra solar, apresentou-se por lá. Há tempos não o revia. Lembro-me bem do amor platonizado que nutria por ele - talvez nem fosse por sua persona real, mas pela voz cheia e pelo violão eximiamente tocado. David Duarte, sim. Interpretou Chico Buarque e seus parceiros, tais Edu Lobo, Tom Jobim e Francis Hime. Cheguei tão pontualmente em seu show que quase trombo com ele no escuro do teatro. É que entrou por detrás da platéia, fazendo cena com o microfone à mão. Usava branco, como eu. Difícil eu usar branco... Espantoso rememorar o quanto eu rondava seus espetáculos, parecia até perseguição. Foi quando meu gosto e apreensão da Música Popular Brasileira cresceu. Sei que um poema interpretado entre uma canção e outra me chorou. Tinha de ser Pessoa! Irritou-me apenas umas moçoilas na minha frente a cantar desafinado, como que querendo conquistar a atenção do trovador, do rei dos Jingles das rádios FM clean de Fortaleza. Mais uma vez não tive coragem de lhe falar pessoalmente, nem de lhe entregar um poema com desenho feito no auge de sua carreira por mim, adolescentezinha afogueada. Quem sabe ainda o convide para algum sarau, quem sabe ainda beba umas cervejas ou poesias com ele e aprenda sobre mais singelezas da VIDA (anagrama de "DAVI").

Um comentário:

Paola Benevides disse...

Para minha satisfação, eis que no dia 4 de abril de 2011, David Duarte, como contato de Orkut, em minha página de recados escreve:

"Sempre tão bom passar por aqui... A sua inteligência, beleza, espirituosidade e luz são realmente um sinal de que vc tem uma constante conexão com as esferas elevadas mesmo, Paola. Seu sorriso é lindo, por isso está lindo em sua foto de perfil. Seu olhar...bem... um encanto. Ótima Semana. Muita coisa boa em seu caminho. Q u e r i d a!"