sexta-feira, dezembro 1

Presente

O Silencio e' a propria morte sim, a hora do Adeus ou do Ola'. Depende da cosmovisao do defronta-dor. Mas o ato de calar independe de quem seja Marxista ou Kardecista, nao e' besta nem anjo quem consente vivo. Pode-se optar. Ficar imparcial sobre tudo nao passa de alcoolirismo forc,ado. Enfim, decapitados os lac,os, pode-se abrir o presente da ausencia. Fazem-se anos para curar a bebedeira do existir. Com o tempo, pouco se apaga, muito se tem de pagar. Relogios nao sao borrachas, borrachas nao sao gaze, nem os ponteiros de mercurio cicatrizam a ferida. A fera devora o homem que nao a decifra. Linguagem cifrada nao morde, de vero machuca a palavra forte mais que qualquer farpa dolorida. Deixem a boca da cova com sua frieza infantil. Na despedida voltamos a ser quem antes 'eramos. Pobres Surdos Mudos em busca de LIBRAS.

Um comentário:

Pal, a voz silente disse...

Arte-final

Não basta um grande amor
para fazer poemas.
E o amor dos artistas, não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente.

O grande amante é aquele que silente
se aplica a escrever com o corpo
o que seu corpo deseja e sente.

Uma coisa é a letra,
e outra o ato,

– quem toma uma por outra
confunde e mente.

AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA